terça-feira, 28 de maio de 2013

Jordy pede apoio ao FBI para investigar adoções ilegais no EUA




Em sessão plenária do Conselho Pontifício dos Imigrantes e Itinerantes o papa Francisco I classificou a prática do tráfico de seres humanos como um ato ignóbil e vergonhoso para uma sociedade que se diz civilizada. "Esse tráfico atinge cada vez mais as crianças, que são envolvidas nas piores formas de exploração", acrescentou.

No Brasil, o enfrentamento a esse crime continua ganhando força. A Câmara dos Deputados prorrogou  por mais 120 dias o prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de inquérito que investiga o Tráfico de Pessoas. A CPI é presidida pelo deputado Arnaldo Jordy (MD/PA), que pediu ao FBI investigação sobre a adoção ilegal de crianças brasileiras, mediada pela ONG Limiar, nos Estados Unidos. Nesta terça-feira (28), a CPI ouve o delegado Dennis Cali, chefe do Serviço de Repressão ao trabalho Forçado da Polícia Federal, responsável pela operação Liberdade, que prendeu e investiga quadrilha de tráfico internacional de pessoas dBangladesh, Paquistão e Afeganistão para o Distrito Federal.

No relatório que está produzindo, a CPI produz propostas para mudanças na legislação brasileira, de forma a combater o tráfico de pessoas e punições mais rigorosas para os criminosos. Os parlamentares também querem produzir mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nas regras de adoção de crianças, além da própria Lei que trata do aliciamento de pessoas. Hoje, segundo a legislação brasileira configura tráfico de pessoas apenas o recrutamento de pessoas para exploração sexual.



Ascom Gab. Dep. Fed. Arnaldo Jordy

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