O Deputado Federal Arnaldo Jordy participou de uma mesa
redonda em alusão ao Dia Nacional de Combate a Violência e Exploração Sexual
contra Crianças e Adolescentes, na Universidade da Amazônia. O evento foi
organizado pela Agência Unama, a fim de debater sobre a incidência, a questão
psicossocial, como a lei ampara as vítimas e como são divulgados na mídia esses
casos.
“Apesar
de militar na área de direitos humanos há muito tempo, não tinha ideia que
fosse tão alto o número de ocorrências desses crimes”, ressaltou o deputado,
referindo-se ao quantitativo de mais de 100 mil casos de violência exploração
sexual contra crianças e adolescentes, que foram apurados durante a CPI da
Pedofilia, instaurada em 2008.
A
CPI foi de grande importância, pois gerou na sociedade um sentimento de
indignação e repulsa a esse ato criminoso e hediondo. Durante os 12 meses de
investigações, foram recebidas quase 900 denuncias de casos ocorridos no Pará.
A
CPI da pedofilia foi encerrada, mas o combate a essa violação deve ser continuo
na agenda da sociedade, do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. Segundo
Jordy, o Estado não é capaz de combater esse tipo de crime sozinho, por isso
precisa da colaboração de toda sociedade para denunciar os criminosos.
Para
a Assistente Social e debatedora Kátia Santos, a maioria dos casos de violência
ocorre dentro de casa, e que o criminoso quase sempre é alguém da família,
“Essa é uma das grandes dificuldades que temos, como explicar a criança ou o
adolescente, que quem deveria protegê-los, é quem os agride?”, questionou
Kátia.
Segundo
o advogado Paulo Barradas, está sendo trabalhada com mais afinco, a questão da
punição aos criminosos, pois já foi mais difícil punir quem comete esses atos,
e deu destaque a atuação de Jordy em garantir que independente de ser rico, pobre,
poderoso ou não, se transgrediu os direitos de um ser humano, principalmente
uma criança, merece ser punido.
A
jornalista Priscila Amaral, Diretora do Sindicato dos Jornalistas, falou sobre
a cobertura dos veículos de comunicação nesses casos, “Nossa maior preocupação
é apurar da forma mais amena, se é que é possível, preservando a imagem da
vitima e da família”, explicou. A jornalista ressaltou que há alguns anos o
importante era vender o jornal a qualquer custo, sem a preocupação de quem
estava sendo exposto, hoje ainda existe, porém os veículos que tem essa postura
são notificados para que a vida dessas pessoas seja preservada.
Ascom Gab.Dep. Federal Arnaldo Jordy

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