O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) ingressará, na próxima terça-feira (2), na Corregedoria da Casa com representação contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos. No pedido de investigação, Jordy alegará que Feliciano quebrou o decoro parlamentar ao usar irregularmente verbas de sua cota parlamentar.
Segundo denúncias, Marco Feliciano usou irregularmente verbas de sua cota na Câmara para pagar, com dinheiro público, escritórios de advocacia para lhe defender em processos na Justiça. O advogado que protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) a defesa de Feliciano em inquérito por homofobia tem emprego e salário pago pela Câmara.
Rafael Novaes da Silva é secretário parlamentar desde fevereiro de 2011 e respondeu à denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no último dia 21, por meio de um documento com várias citações bíblicas.
Renúncia coletiva
Paralelamente a isso, Arnaldo Jordy defende a renúncia coletiva dos membros da comissão, o que permitiria novo processo de escolha do presidente do colegiado. O deputado, que é suplente na comissão, diz que após a intransigência do pastor e de seu partido, não há mais espaço para um acordo político que resolva a questão.
“Nós temos instrumentos para resolver o imbróglio. A situação é insustentável, a ponto do pastor mandar prender quem exerce o direito da livre manifestação. Passou do limite do admissível. Vamos ao Conselho de Ética (via corregedoria da Câmara) e também pediremos renúncia coletiva dos membros da comissão”, afirmou Jordy, que espera contar com o apoio da maioria dos partidos na Câmara.
Segundo Jordy, a renúncia de metade mais um dos membros da comissão forçaria uma nova composição do colegiado e uma nova eleição para a escolha do presidente.
Segundo Jordy, a renúncia de metade mais um dos membros da comissão forçaria uma nova composição do colegiado e uma nova eleição para a escolha do presidente.
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